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Cais do Valongo

patrimônio arqueológico

Situado na Zona Portuária do Rio de Janeiro, entre as ruas Coelho e Castro e Sacadura Cabral, o Cais do Valongo é um lugar simbólico, porque ali está o passado da população afrodescendente do país. As obras de reurbanização do Porto Maravilha permitiram o resgate deste local de memória da escravidão, agora monumento preservado e aberto, atendendo a uma antiga reivindicação do Movimento Negro.

O Valongo era a principal porta de entrada principalmente para os negros vindos de Angola, da África Oriental e da Centro-Ocidental. Como parte das obras de revitalização da Zona Portuária do Rio de Janeiro, foram descobertos dois ancoradouros – Valongo e Imperatriz -, um sobre o outro, e, junto a eles, foi descoberta uma grande quantidade de objetos de uso pessoal, especialmente amuletos e objetos de culto vindos do Congo, Angola e Moçambique.

Inaugurado em novembro de 2011 pela Prefeitura do Rio, o Cais do Valongo agora faz parte de um roteiro turístico e cultural, juntamente ao Largo do Depósito, o Jardim Suspenso do Valongo,  a Pedra do Sal, o Cemitério dos Pretos Novos e o Centro Cultural José Bonifácio.

Todo terceiro sábado do mês, a partir de 14h30, o local é movimentado pelo Tambor de Cunha. O grupo apresenta oficinas, rodas, shows, palestras e workshops atraído pela força local da herança africana. No Cais do Valongo redescoberto, o evento traz cursos pagos (moradores da Região Portuária têm direito a gratuidade) com aulas práticas de dança e teóricas, com temas como Orixás e origens das manifestações populares. Às quintas-feiras as aulas ocorrem no Instituto Pretos Novos (IPN) à noite.  Jongo, coco, samba de roda, tambor de crioula e afoxé estão no programa do grupo. 

 

Contato

Cais do Valongo e Cais da Imperatriz

Av. Barão de Tefé, s/n

Saúde, Rio de Janeiro – RJ