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Pretos Novos

A saga dos pretos novos

Ao chegarmos na Rua Pedro Ernesto, n.32, encontramos um casarão, construído no século XVIII, que abriga os restos de um antigo cemitério de escravos. O espaço nomeado Memorial dos Pretos Novos é o resultado do trabalho conjunto de historiadores e de arqueólogos com base nas ossadas e nos vários artigos encontrados no local durante a primeira escavação, realizada com o objetivo de delimitar a extensão do Cemitério dos Pretos Novos. Os vários objetos encontrados como pontas de lança, argolas, colares, contas de vidro; artefatos de barro, porcelanas, conchas, ostras e vestígios de fogueira surgem como importantes fontes documentais, não apenas dos costumes e do cotidiano do Rio de Janeiro dos anos 80, mas de que, há três ou quatro mil anos, o local também era uma região sambaquieira.

Pretos Novos era o nome dado aos escravos recém-chegados da África e desembarcados no Rio de Janeiro, em meados do século XIX, em uma área da cidade chamada, então, de Pequena África. Neste espaço, ficava o mercado de venda dos negros cativos, que atualmente é conhecido como Zona Portuária da Gamboa, região onde se encontra o Jardim Suspenso do Valongo e o Cais do Valongo.

O local foi transformado em sítio arqueológico e, mais tarde, em Centro Cultural, visando manter viva não só a história da cidade do Rio de Janeiro, como também a do Brasil e da África. A Galeria Pretos Novos apresenta exposições temporárias de arte contemporânea. A Biblioteca Pretos Novos, inaugurada em novembro de 2012, conta com cerca de 600 títulos dedicados à cultura, à história e às artes afro brasileiras e indígenas.

Contato

Instituto de Pesquisa e Memorial Pretos Novos

R. Pedro Ernesto, 32/34

Gambôa, Rio de Janeiro – RJ

Horário

De terça a sábado: 10:00 – 19:00